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Caminhoneiro matou colega em Vilhena atirando pedra enquanto dirigia carro com esposa e filha dentro


Notícia publicada em 22 de junho de 2018
Delegado responsável pelo caso agradeceu ajuda da sociedade na elucidação do crime

A Delegacia de Homicídio de Vilhena encerrou o inquérito sobre a morte do caminhoneiro José Batistela ocorrida no dia 30 de maio deste ano, na BR 364, em Vilhena. Batistela foi atingido no rosto por uma pedra de 1,8 kg, e morreu no local.

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Em entrevista coletiva, o delegado Núbio Lopes de Oliveira, responsável pelo caso, revelou que as investigações levaram ao indiciamento e a prisão do também caminhoneiro Willians Maciel Dias, O “Javali”, e descartaram a participação de outras pessoas. “Nós apuramos que os outros dois homens que estavam inicialmente com Willians no carro, foram deixados no Posto União; no momento que ele arremessou a pedra que causou a morte de José, estavam no carro ele, a esposa e a filha de dois anos”, disse  Lopes de Oliveira.

O delegado explicou que tanto os homens deixados no posto, quanto a esposa, teriam tentado demover Willians da ideia de jogar pedras nos caminhões. A ação dele seria contra o fim da greve da categoria.

Willians foi indiciado por homicídio simples. Ele nega que tivesse a intenção de matar e disse que queria apenas de causar dano material. Mas, para o delegado, o acusado assumiu o risco de causar a morte, ao arremessar uma pedra daquele tamanho contra o para-brisas do caminhão em movimento.

O delegado aproveitou a entrevista para agradecer a todos que, de uma forma ou de outra,  contribuíram para a elucidação dos fatos. Lopes de Oliveira disse que as informações repassadas à polícia pelas pessoas, e as imagens das câmeras cedidas pelas empresas foram fundamentais para a elucidação do crime “Quando se reúne o empenho da polícia e o disposição da sociedade em elucidar o que é de seu interesse, o resultado é esse”, disse o delegado ressaltando que a segurança é dever do Estado, mas responsabilidade de todos.

FATALIDADE
Ainda preso na Casa de Detenção de Vilhena, Javali ainda não apresentou pedido de habeas corpus. Ele teria confessado que estava dirigindo ao atirar a pedra que provou a fatalidade usando a mão esquerda. O carro conduzido por ele vinha em direção ao centro de Vilhena, enquanto o caminhão de Batistela trafegava em sentido oposto, na direção à divisa com o Mato Grosso.

Autor: Rogério Perucci/FS

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