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Prefeito leva vereadores e imprensa para conhecer realidade do Hospital Regional


Notícia publicada em 6 de julho de 2018

 

 

Mortalidade duas vezes maior que a média nacional, prédio sucateado e gastos desnecessários. A realidade do Hospital Regional de Vilhena (HRV) foi exposta em detalhes durante uma visita de última hora realizada na noite de ontem pelo prefeito Eduardo Japonês na companhia de vereadores, imprensa e do secretário de Saúde Luiz Carlos Hassegawa.

Confira todas as fotos que registraram os problemas encontrados neste link: http://bit.ly/arquivohrv

Em companhia do prefeito, durante mais de duas horas os vereadores Wilson Tabalipa, Leninha do Povo, França Silva, Rafael Maziero e Ronildo Macedo e o secretário de Saúde realizaram uma extensa visita técnica no Hospital Regional. Extremamente preocupados com a situação da unidade, Japonês e Hassegawa apresentaram todos os principais problemas do HRV.

NÚMERO DE MORTES – A mortalidade de pacientes em Vilhena é, proporcionalmente, três vezes maior do que em Porto Velho e duas vezes maior que a média nacional do SUS. Enquanto no país a taxa é de 23%, aqui alcança incríveis 53%. Ou seja, segundo o levantamento feito pela Secretaria Municipal de Saúde, de cada dois pacientes que entram no hospital, um morre.

A desorganização, a falta de conhecimento técnico e a má aplicação dos recursos causaram diversos problemas sérios que agravam a situação.

ESTRUTURA FÍSICA – Conforme a visita evidenciou, o laboratório está mal instalado e não atende à necessidade do hospital, tendo até mesmo janelas improvisadas com compensado. Da mesma forma, o espaço destinado para o descanso dos médicos plantonistas não dá condições apropriadas para que estes possam se recuperar e trabalhar bem.

Na Pediatria, os banheiros estão com portas caindo, trincos faltando, sem ralo, chuveiro queimado e pisos quebrados. Os corredores que dão acesso às várias alas do hospital têm lâmpadas que piscam sem parar até, eventualmente, queimar.

Forro destruído, janelas com vidros quebrados, fiação à mostra, bolor por todo o pátio em cada ar-condicionado, entulho acumulado, portas de madeira com rachaduras e farpas pontiagudas, pregos à mostra, tijolos segurando portas, pacientes sendo picados por mosquitos, cerâmicas faltantes e etc. A lista de emergências estruturais encontrada pela atual gestão no Hospital Regional surpreendentemente parece não ter fim.

“O que eu quero mesmo é que vocês vejam o que está acontecendo. Não está nada bem, está péssimo. Por exemplo, chegaram R$ 100 mil em medicamentos. Precisamos que vocês venham conferir se está tudo certo. Quero que fiscalize mesmo, filmem, fotografem. Estou aqui para ser técnico. Estou aqui para trabalhar, para ajudar”, garantiu Luiz Carlos Hassegawa aos vereadores e à imprensa.

GASTOS DESNECESSÁRIOS – De acordo com a administração do hospital, a usina de oxigênio hospitalar foi instalada para gerar economia, no entanto, há oxigênio disponível para 73 pontos de uso, mas só estão sendo usados em 30. Como o excesso não está sendo envasado, por falta de um equipamento que custa em torno de R$ 80 mil, são gastos milhares de reais por mês com aquisição de oxigênio em torpedos.

Além disso, em um depósito da unidade há diversas máquinas e equipamentos que acabaram estragando apenas pelo descuido no armazenamento.

“Quando eu estive aqui, no primeiro dia após a eleição, fiquei muito triste em ver que a realidade das coisas não está boa no hospital. Vim aqui com todos vocês para que vissem também o que eu vi. Não está bom. Agora, depois de tudo anotado e analisado, iremos trabalhar para resolver os problemas.  

REGISTRO FOTOGRÁFICO – A visita de averiguação acontece dois dias depois que a Prefeitura fotografou e registrou todos os pontos problemáticos da unidade através de fotos e vídeo. Todas as fotos da visita de ontem e do registro prévio feito podem ser acessadas aqui: http://bit.ly/arquivohrv

VEREADORES – Os vereadores presentes se demonstraram preocupados e prometeram trabalhar para acompanhar as ações que serão necessárias para resolver os problemas encontrados.

Semcom 

 

 

 

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